Sem UTMs, boa parte do tráfego cai em "direto" ou "referência" e perdes a origem dos clientes. Com uma convenção simples, o teu relatório passa a fazer sentido.
Os cinco parâmetros
| Parâmetro | Serve para | Exemplo |
|---|---|---|
utm_source | Onde está o anúncio ou o link | google, facebook, newsletter |
utm_medium | Tipo de canal | cpc, paid_social, email |
utm_campaign | Nome da campanha | leads_clinica_outubro |
utm_content | Variante do anúncio | video_gancho_a |
utm_term | Palavra-chave (pesquisa paga) | agencia_performance |
Exemplo de link completo
https://www.exemplo.pt/oferta?utm_source=facebook&utm_medium=paid_social&utm_campaign=leads_outubro&utm_content=video_aRegras de nomenclatura
- Usa sempre minúsculas e sem acentos. "Facebook" e "facebook" contam como fontes diferentes.
- Separa palavras com underscore ou hífen, sempre da mesma forma.
- Mantém uma folha partilhada com a convenção e os links criados.
- Combina os nomes da campanha com os das plataformas de anúncios, para cruzar dados.
Erros a evitar
- UTMs em links internos do site. Reescrevem a origem da sessão e estragam a atribuição.
- Dados pessoais no link. Nunca coloques email, telefone ou nomes em parâmetros.
- Misturar convenções. Cada pessoa da equipa a nomear à sua maneira torna o relatório ilegível.
- Esquecer o auto-tagging do Google Ads. Mantém-no ativo; as UTMs complementam-no.
Como usar nos relatórios
No GA4, as UTMs alimentam origem, meio e campanha. Com essa base, o Data Studio mostra o custo e o resultado por campanha e anúncio. É a peça que liga o investimento ao CAC.
Não afetam o ranking, mas convém definir um URL canónico na página, para o Google não tratar as variantes como páginas diferentes.
Com auto-tagging ativo, o Google acrescenta o identificador de clique. Podes acrescentar UTMs para uniformizar a nomenclatura com outros canais.